O Ministério Público Estadual recorreu, nesta quinta-feira (12) da sentença judicial que condenou o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, e outras quatro pessoas por estelionato praticado contra o Corinthians. O recurso, interposto pelo promotor de Justiça José Mário Barbutto, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Capital, pede a alteração da parte da sentença que absolveu os cinco réus da acusação de formação de quadrilha.
Dualib foi condenado pelo juiz da 15ª Vara Criminal Central de São Paulo, Marcelo Semer, a três anos e quatro meses de reclusão, em regime aberto, pena convertida em prestação de serviços à comunidade. Ele foi condenado, ainda, à prestação pecuniária ao Corinthians, no valor de 80 salários mínimos.
Também foram condenados por estelionato Nesi Curi, diretor do Corinthians, Daniel Espíndola da Cunha, conselheiro; Marcos Roberto Fernandes, funcionário do clube, e o contador Juraci Benedito. Cury recebeu pena idêntica à de Dualib. As penas aplicadas aos demais também foi de três anos e quatro meses de reclusão, em regime aberto, pena convertida em prestação de serviços à comunidade, mais prestação pecuniária ao Corinthians no valor de 20 salários mínimos para Fernandes, e de 50 salários mínimos para Espíndola.
Todos haviam sido denunciados no final de fevereiro de 2008 pelos promotores do Gaeco por estelionato e formação de quadrilha. Segundo as investigações feitas pelo Gaeco e pela delegada de polícia Inês Cunha, à época no DEIC, entre janeiro de 2001 e janeiro de 2007 os cinco desviaram R$ 1,4 milhão dos cofres do Corinthians por meio de um esquema de notas fiscais frias. O grupo contabilizava notas frias emitidas por duas empresas de informática e uma empresa de assessoria empresarial, todas de propriedade de Juraci Benedito, desviando o dinheiro destinado pelo Corinthians para fazer o pagamento de serviços que, na verdade, nunca foram prestados ao clube.